Mastino Napolitano
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A História da Raça Mastino Napolinano

 

Canil Villagio di Roma
Tina

Muitos estudiosos sobre o assunto afirmam que o Mastino Napoletano, e outros cães de porte avantajado (também denominados Molossos) originaram-se do Cão Tibetano; não existem, porém, provas arqueológicas concretas ou evidência paleontológica que realmente confirmem tais afirmações.

É de se estranhar, e até mesmo de assustar, que pessoas ainda teimem em afirmar que o antepassado que originou os molossos seja o cão tibetano. O que realmente se pode dizer a respeito é que, por uma dedução, uma hipótese, sua origem possa ter vindo do Cão do Tibet.

Existem outras linhas de pensamento, sobre a origem dos cães molossos: alguns acreditam que o antepassado dos molossos, seja um lobo de focinho pequeno. Tal conclusão possui porém pouco fundamento científico, ou quase nenhum.

Podemos chegar à seguinte conclusão: que a origem dos cães molossóides não vem do Mastim do Tibet, mas sim da Ásia. O que nós devemos considerar na procura da origem do Molosso é que a mesma está atrelada à evolução do homem, porque, sem o homem, sua evolução não chegaria aos padrões e biótipos de um cão doméstico. É no Iraque (Oriente Médio) que podemos encontrar belas estátuas de molossos, não são entretanto consideradas pelso entendidos como antigas o suficiente para erem consideradas como ponto de origem desse animais.

Na Roma antiga, há registros de que estes molossos, além de participarem de forma direta em guerras, eram usados como cães boiadeiros e também como divertimento para o povo, em arenas, para lutarem contra ursos, javalis e até mesmo contra grandes felinos como tigres e leões. A aparição do Mastino Napoletano está registrada por Columella, em dos grandes oradores da Roma antiga, que em sua obra De De Rustica assim o descreve: “ O cão, guardião da casa, deve ser preto ou escuro, para aterrorizar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite, sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo; as orelhas são caídas e pendem para frente...”

Cogita-se também que o Mastino Napoletano tenha contribuído para o surgimento de outros molossos, tais como: São Bernardo, Mastiff Inglês, Dogue de Bordeaux, Rottweiler, Bull Mastiff, grandes cães boiadeiros suíços, etc.

O tipo de cão molosso, incluindo o atual Mastino Napoletano, ficou à beira da extinção com a chegada da Seginda Guerra Mundial. A guerra teve oficialmente o seu início em 1939, perdurando infelizmente até o ano de 1945. Com o Holocausto, pairou sobre a terra imagem dos quatro cavaleiros do apocalipse: Miséria, Fome, Pestes e Morte; com a crise mundial, dia após dia, ano após ano, não havia condições básicas de sobrevivência para qualquer ser vivo, e muito desses cães, morreram pelo simples fato de não existir alimento suficiente para sustentar esse glorioso e massudo gigante, que consome em média 2,5 Kgs de comida por dia.

 
 
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